RAZÃO DE SER
O QUE É QUE DE DIFERENTE E ESPECIAL OS EVANGÉLICOS TÊM A LEVAR À ESCOLA, AOS HOSPITAIS, ÀS PRISÕES, AOS QUARTEIS, ÀS EMPRESAS, À SOCIEDADE EM GERAL E AO CIDADÃO COMUM?
A nossa motivação tem muito a ver com a razão do nosso ser, da nossa identidade, da nossa acção, dos valores e princípios que vivemos e defendemos, das propostas que encarnamos, da nossa cosmovisão.
Em primeiro lugar a afirmação da existência de um Deus pessoal que se deu a conhecer pessoalmente na História pela pessoa de Jesus Cristo. Como afirma Augusto Cury e na sua esteia muitos outros homens da cultura, das artes, da literatura, da filosofia, das ciências, da técnica e de todos os ramos do saber, Jesus é o maior educador de todos os tempos. Como cristãos evangélicos salientamos que Jesus não apenas ensinou, mas viveu na plenitude tudo o que falou. Poderemos dizer que a sua vida foi o Seu ensino.
Da natureza, da identidade, da vida, da acção e do discurso de Jesus sobressai antes de tudo o mais o amor incondicional por todos os homens e todas as mulheres, de todas as culturas, raças, línguas, condições económicas, religiões, orientações sexuais, história de vida, etc.
Desse amor resulta o perdão estendido a todas as pessoas independentemente do seu passado e da “gravidade” dos seus actos. Deus estende o Seu perdão e reconciliação a todos, sem quaisquer excepções.
Neste amor e perdão radica a possibilidade de um novo começo, um novo princípio para todos os homens e mulheres.
Desse novo começo desponta uma nova identidade. Não apenas criação de Deus, mas filiação divina. Nascer de Deus – ser filho de Deus. É marcante na vida de uma criança, adolescente, jovem ou adulto saber que não aparecemos por acaso e que o mundo e a História não são governados pelo acaso ou pelo acidente.
O mundo e a vida de todas as pessoas estão cheios de sofrimento. Mais cedo ou mais tarde ele toca a vida de cada um. Podemos não conseguir explicar filosoficamente as causas de todo e de cada um dos sofrimentos que passam pela vida das pessoas em todas as partes do mundo, mas é totalmente diferente saber que nesse sofrimento não estamos sós. Não apenas Deus está ao nosso lado, mas Ele chama-nos para estarmos ao lado uns dos outros. Como esse sofrimento seria minorado se aprendêssemos e praticássemos a generosidade de que Jesus foi modelo e que nos ensinou. Como seríamos bem mais felizes e realizados, teríamos mais saúde física, psíquica e espiritual, as desigualdades seriam muito menores. O serviço mútuo é a vocação de todos os seguidores de Jesus. Deus sabe o que é sofrer e sabe o que é estar perto dos que sofrem. Deus não foi egoísta, não pensou só em Si. O egoísmo está na base de muitos dos males do nosso mundo senão de todos eles. A cruz de Jesus Cristo ensina-nos de forma prática o que significa viver e dar a vida em favor dos outros. Foi isso que Jesus fez a favor de toda a humanidade. A cruz é um corte radical com o egoísmo e o prazer a qualquer preço.
A vida não consiste apenas no tempo que aqui passamos. Existe uma eternidade diante de nós. Não existimos para a morte mas para a vida. Na formação da identidade da criança, do adolescente e do jovem, na postura do adulto é marcante a esperança da vida eterna. Jesus Cristo veio proporcionar-nos a certeza de uma bem-aventurança eterna que não é resultado de uma conquista pessoal, mas recebida graciosamente por aquilo que Ele fez a nosso favor.
Como evangélicos queremos chamar a atenção de toda a população nas escolas, nos hospitais, nas prisões, nas empresas, na sociedade em geral para Jesus Cristo e n’Ele a possibilidade de nascermos de novo. Vivamos acima de tudo o amor cimentando relacionamentos pessoais que fazem parte da nossa essência. Ghandi tinha toda a razão quando declarou: “[Precisamos] ser a mudança que queremos ver acontecer”. Jesus foi o único que o consumou na plenitude – até à última gota de sangue e na Sua ressurreição, ascenção e promessa de segunda vinda para novos céus e nova terra.
Samuel R. Pinheiro
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